Saúde Mental e o Diabetes

Ao receber o diagnóstico de diabetes, muitas pessoas apresentam várias reações emocionais, como choque, negação, medo, raiva, tristeza e ansiedade. Isso é absolutamente normal. Todos nós passamos por vários estágios emocionais quando temos que enfrentar uma doença crônica.

 

Negação

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Geralmente a primeira reação diante do diagnóstico de uma doença crônica é de choque, seguido de descrença.É comum negarmos a realidade que nos ameaça. Agimos como se a doença não existisse ou minimizamos a sua gravidade, adiando as providências e os cuidados necessários.

A negação diante do diagnóstico pode fazer com que a pessoa se recuse a tomar as primeiras medidas para gerenciar a doença. Reconhecer que o diabetes terá um papel importante na sua vida é um passo fundamental para aceitar essa condição e viver de forma saudável com ela.

Como saber se estou negando?

  • Essa ferida vai se curar sozinha
  • Ah, depois eu vou ao médico
  • Não tenho tempo para isso agora
  • Diabetes é uma doença boba, é só tomar uns remédios.

Identificou-se com essas frases? Pois você pode estar sabotando o cuidado consigo mesmo:

  1. Deixando de fazer os testes de glicemia regularmente, acreditando que já sabe como está sua taxa só pela forma como está se sentindo;
  2. Ignorando seu planejamento de alimentação;
  3. Esquecendo dos pés, que devem ser verificados regularmente. Você esquece, ou acha que toma muito tempo. Só que essa é a melhor maneira de evitar as complicações nos pés, membros essenciais para sua autonomia. Essa regra vale para os dois tipos de diabetes;
  4. Fumando. “Afinal, são só umas poucas tragadas, isso me ajuda a comer menos… “ Esse raciocínio é um engano! Tabaco e diabetes são uma dupla muito perigosa, que pode levar à morte muito antes da hora.

Para sair dessa situação:

  1. Faça um plano, com metas claras e realistas
  2. Peça ajuda
  3. Envolva sua família e seus amigos mais próximos – existem várias histórias de sucesso em que o cônjuge, os pais, os irmãos e os amigos passaram a ter uma vida muito mais saudável quando começaram a compreender como poderiam ajudar quem tem diabetes!

 

Medo

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O medo em relação ao que ‘vai acontecer’ geralmente está associado com a falta de informação. Essa sensação geralmente diminui com o tempo, na medida em que você aprende mais sobre o diabetes, compreende que muita coisa pode ser feita para evitar as complicações e passa a exercer mais controle sobre sua saúde. 

Tristeza

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“Minha vida mudou para sempre, nada será como antes”. Uma frase como essa pode indicar um desânimo. A boa notícia é que por mais difícil que pareça, isso pode ser superado. Conversar com outras pessoas que têm diabetes pode aliviar essa sensação. A equipe multidisciplinar, sua família e seus amigos também são bons parceiros nessa situação. Sentir-se triste, às vezes, é normal. Entretanto, é preciso observar se a tristeza se tornou constante na sua vida. A depressão é duas vezes mais comum entre as pessoas com diabetes. Se você tem experimentado dificuldade para dormir, está sempre cansado, evita tomar decisões e sente-se sem esperança ou desamparado, converse com a sua família e seu médico. Há tratamento com remédios e com psicoterapia com ótimos resultados.

 

Raiva

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Eventos que não queremos, que não esperávamos e que não merecemos geram raiva. É natural a pessoa sentir raiva quando recebe o diagnóstico de diabetes. O problema da raiva está no exagero e na constância da revolta que pode assumir a forma de hostilidade.Uma das razões que fazem com que o diabetes seja um terreno fértil para a raiva é que a doença pode fazer com que você se sinta ameaçado, cercado de perigos – reações aos medicamentos, complicações – e isso faz com que você odeie o diabetes. E, se você odeia, não quer nem saber daquele assunto, certo? Errado. É possível aprender a usar essa raiva no controle do diabetes.
Quanto menos você controlar o diabetes, mais sua raiva poderá crescer. Em vez disso:

  1. Identifique o que está causando a raiva e como isso está afetando a sua vida, mantendo um registro.
  2. Todas as noites, revise o dia e os momentos em que ficou com raiva. Pense o que você fez a respeito e anote.
  3. Depois de algumas semanas, revise essas anotações e procure padrões – são as situações sociais que incomodam? O uso de medicamentos?
  4. Mude os pensamentos e atitudes que alimentam a raiva. Se você estiver se sentindo tenso, falando mais alto ou mais rápido, acalme-se. Aprenda a relaxar. Fale mais devagar, respire mais devagar, beba um gole de água, sente-se, fique um pouco em silêncio. O sentimento de raiva não vai embora, mas você o controla.
  5. Faça com que a raiva trabalhe para você. O diário pode ajudar nisso. Com o que não estou conseguindo lidar? Quanto mais você compreender sua raiva, mais ela poderá ser um fator de crescimento e mudança no sentido de cuidar de você mesmo. Veja o exemplo do Steve Richert, escalador e fotógrafo que faz ótimo controle de seu diabetes. Clique aqui para entender o que ele fez com a notícia de que a vida dele não seria mais a mesma!

 

Depressão

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A depressão ocorre duas vezes mais em portadores de diabetes do que na população em geral. Ocorre em aproximadamente 20% dos portadores de diabetes tanto no tipo 1 quanto no tipo 2, sendo a taxa de depressão maior nas mulheres.A causa da depressão em portadores de diabetes ainda é desconhecida. Provavelmente é o resultado da interação entre fatores psicológicos, físicos e genéticos. A contribuição de cada um desses fatores para a depressão varia de paciente para paciente.

As restrições alimentares, o tratamento, as hospitalizações e o aumento nas despesas podem ser estressantes para o portador de diabetes. Lidar com as complicações quando o diabetes está mal controlado também pode contribuir pra a depressão.

Alterações físicas associadas ao diabetes (neuroquímicas e neurovasculares) também podem ser fatores causais. Fatores genéticos não relacionados ao diabetes podem causar depressão em portadores de diabetes.

Qualquer que seja a causa, a depressão pode afetar negativamente o controle do diabetes.

A depressão está associada ao pobre controle glicêmico que é a maior causa das complicações do diabetes.

Abra-se com seu médico e outros membros da equipe multidisciplinar. Psicoterapia, medicação e uma combinação das duas coisas, dependendo do caso, têm apresentado excelentes resultados para o bem-estar e também para o controle da glicemia. Antidepressivos são bem tolerados e seguros para pessoas com diabetes, desde que ingeridos nos horários e doses recomendados.

É importante lembrar, no entanto, que cada pessoa responde de uma forma ao tratamento; e recuperar-se de uma depressão pode levar tempo. As doses dos medicamentos – que não têm efeito imediato – e o número de sessões de psicoterapia podem precisar de ajustes. É importante que o psicoterapeuta converse com o médico que trata o seu diabetes.

Verifique esses sintomas:

  1. Perda de prazer e interesse por coisas que antes eram suas favoritas
  2. Mudança no padrão de sono – não conseguir pegar no sono, acordar frequentemente durante a noite, vontade de dormir mais do que o normal, inclusive durante o dia; acordar mais cedo do que o necessário e não conseguir dormir de novo
  3. Mudança no apetite – comer mais ou comer menos do que o costumeiro, com ganho ou perda de peso rápida
  4. Problemas de concentração, mesmo que seja em uma tarefa simples, como assistir televisão
  5. Perda de energia, com sensação de cansaço constante
  6. Nervosismo e culpa – você está sempre ansioso e não consegue relaxar. Além disso, sente-se culpado por “não fazer nada certo” e acha que pode estar sendo um fardo para as outras pessoas
  7. Tristeza principalmente no período da manhã, que vai diminuindo ao longo do dia
  8. Pensamentos suicidas, incluindo formas de tirar a própria vida

Se você apresenta alguns desses sintomas diariamente por mais de duas semanas, sem estar passando por uma situação de luto, nem sofrendo efeitos colaterais de outros medicamentos, procurar ajuda vai fazer muito bem. Seu médico poderá encaminhá-lo a um profissional especializado em saúde mental.

 

Ansiedade

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Muitas pessoas com diabetes apresentam distúrbios de ansiedade.A má interpretação de alguns sintomas de hipoglicemia como sendo ansiedade pode prejudicar a rápida correção exigida pelas baixas taxas de glicemia.

Uma ansiedade em relação a injeções e a visão de sangue também pode complicar a vida de quem precisa tomar diariamente insulina e fazer várias mensurações de glicemia por dia.

O medo de hipoglicemia, uma fonte comum de ansiedade em pessoas com diabetes, pode fazer com que os pacientes mantenham suas taxas glicêmicas acima dos alvos.

Pais de crianças com diabetes também costumam apresentam um extremo medo de hipoglicemia.

Geralmente as pessoas com ansiedade apresentam:

  1. Inquietação
  2. Sensação de estar tenso ou “no limite”
  3. Sensação de “nó na garganta”
  4. Dificuldade de concentração e fadiga
  5. Irritabilidade e impaciência
  6. Tensão muscular
  7. Insônia
  8. Transpiração excessiva
  9. Falta de ar
  10. Dor de estômago e diarreia
  11. Dor de cabeça frequente.

O tratamento é semelhante ao da depressão, com medicamentos específicos e psicoterapia. Converse com a equipe multidisciplinar.
Para muitas pessoas, um passo de cada vez pode ser a solução. Começar uma atividade física prazerosa (que não precisa ser numa academia, pode ser num parque próximo da sua casa) e seguir uma orientação adequada de um nutricionista certamente vão ajudar a controlar as taxas glicêmicas. Conversar com amigos, procurar a ajuda de um psicólogo e estabelecer metas também são medidas bem eficazes.

Metas, metas, metas. Parece fácil estabelecer metas. Sabemos que não é. O segredo pode estar em estabelecer pequenos objetivos de cada vez, e de forma bem clara. Se você estabelecer intenções vagas, ou fora da realidade – por exemplo, perder muito peso em pouco tempo – pode ficar frustrado.

Sucesso não é apenas alcançar a meta final.Qualquer pequeno progresso deve ser considerado um sucesso. Você não pode controlar tudo na vida, mas pode tirar o máximo proveito de todas as oportunidades.

Busque ajuda de pessoas com as quais você se identifica e boa sorte.

A angústia do diabetes

Não é ‘só’ stress, não é ‘só’ preocupação, não é ‘só’ ansiedade. Não é depressão. Checar as taxas de glicemia, tomar a medicação, injetar insulina, contar carboidratos, atingir as metas na academia ou na corrida, aprender a cozinhar refeições mais saudáveis: uma lista extensa, que pode parecer sufocante, esmagadora. Essa sensação ganhou, recentemente, um nome: angústia do diabetes. Os médicos ainda estão tentando definir melhor essa complicação, mas já sabem de uma coisa: ela pode arrastar-se por meses e anos, drenando sua energia. Logo, precisa de atenção.

A angústia do diabetes pode reunir sinais de depressão, ansiedade e stress, tornando-a difícil de distinguir. O professor Lawrence Fisher, do departamento de Diabetes da Universidade de São Francisco – Califórnia, explica que observou, em seus pacientes, um grande número de pessoas reclamando de stress e tristeza, mas elas estavam longe de uma depressão severa, por exemplo. Já que não estava clinicamente deprimidas, o que será que elas tinham? A resposta era que elas estavam vivendo uma resposta única ao fato de terem que lidar com uma doença crônica.

Essas emoções podem estar relacionadas, por exemplo, ao medo de não conseguir tratamento adequado, ao fato de se sentir doente e à sensação de que as outras pessoas não compreendem o diabetes. De acordo com o pesquisador, que acompanhou pacientes durante um ano e meio, cerca de um terço apresentava esse quadro.

E a angústia do diabetes prejudica justamente o nível de glicose no sangue. As altas taxas de glicose favorecem mais angústia. Se você acredita que “nada funciona” e os “re-médios não funcionam”, é bem provável que se sinta inclinado a não tomar mais a medi-cação. E começa mais um círculo vicioso do diabetes.

Chega!

Para muitas pessoas, a angústia do diabetes não exige tratamento específico. Um passo de cada vez pode ser a solução. Começar na academia e com o novo cardápio ao mesmo tempo pode ser demais logo no primeiro mês. Conversar, procurar psicoterapia e estabelecer metas também são medidas bem eficazes.

Metas, metas, metas. Parece fácil estabelecer metas. Sabemos que não é. O segredo pode estar em estabelecer pequenos objetivos de cada vez, e de forma bem clara. Se você estabelecer intenções vagas, ou fora da realidade – perder muito peso em pouco tempo, por exemplo – pode cair em angústia constante, frustração e tristeza.

Sucesso é qualquer progresso. Sucesso não é apenas alcançar a meta final. Você não pode controlar tudo na vida, mas pode tirar o máximo proveito de todas as oportunidades. Busque ajuda de pessoas com as quais você se identifica.

 

Texto original: http://www.diabetes.org.br/publico/vivendo-com-diabetes/saude-mental

10 Coisas que Você Precisa Saber Sobre Atividade Física

Conheça os benefícios dos exercícios no 10 Coisas que Você Precisa Saber Sobre Atividades Físicas. Lembrando que o sedentarismo é uma das principais causas de doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e outras doenças crônicas não transmissíveis.

Confira, então, os 10 coisas que você precisa saber sobre atividade física:

  1. A prática de exercícios, de intensidade moderada, durante meia hora por dia é suficiente para que a pessoa deixe de ser sedentário. Estes 30 minutos podem ser contínuos ou divididos em três períodos de 10 minutos cada.
  2. O mais importante é que você pratique alguma atividade que se adapte ao seu estilo de vida e que seja do seu agrado. Caso contrário, são muitas as chances de interrupções.
  3. Pequenas modificações no dia a dia – como subir escadas, saltar do ônibus um ponto antes, passear com cachorro, varrer, cuidar do jardim, lavar o carro, etc. – podem ajudar a movimentar mais e servir como um estímulo para o início de uma atividade física diária.
  4. Os efeitos benéficos da atividade física são observados em pessoas que se exercitam com regularidade. Aqueles com IMC entre 25 e 30 (sobrepeso), nestas condições, podem ter um risco menor de desenvolver diabetes e outras doenças metabólicas do que os sedentários.
  5. De acordo com o United States Departament of Health and Human Services, é importante que os adultos pratiquem duas horas de atividades anaeróbicas (musculação localizada), por semana, além dos 30 minutos de caminhada intensa por dia. Nos casos de pessoas com diabetes, hipertensão, obesidade e pessoas com problemas no metabolismo ósseo, por exemplo, é preciso ter um cuidado especial na escolha dos exercícios a praticar. Nestes casos, é imprescindível o acompanhamento de um profissional.
  6. Um minuto de atividade física intensa é igual a 2 minutos de atividade moderada. Caminhada em ritmo acelerado, hidroginástica, passeio de bicicleta e jogo de tênis em dupla são alguns dos exemplos para atividade moderada. Já a corrida, a natação, o basquete e o ciclismo são considerados intensas.
  7. Durante a prática de um exercício físico é possível que haja uma redução na taxa de glicose. O indicado, principalmente para pessoas com diabetes, é que carreguem consigo algum tipo de carboidrato de rápida absorção.
  8. As atividades físicas melhoram a sensação de bem-estar, diminuem a ansiedade e a probabilidade de depressão, por liberarem a serotonina (hormônio conhecido como “molécula da felicidade”).
  9. Dentre os benefícios da prática de exercícios estão: a diminuição do apetite, a melhora do humor, a perda de gordura (emagrecimento), o enrijecimento dos músculos, a melhora da imunidade e o retardo do envelhecimento.
  10. Para crianças e adolescentes o ideal são 60 minutos de atividade aeróbica por dia (recreativa), três vezes por semana e de grande intensidade.

Fontes: Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Programa Agita Mundo e o Departamento de Saúde, Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabolica e Serviços Humanos dos Estados Unidos.

* Consultoria do Dr. Yuri Galeno, da Comissão Temporária para o Estudo da Endocrinologia, Exercício e Esporte da SBEM, gestão 2017-2018.

 

Artigo original: https://www.endocrino.org.br/10-topicos-que-voce-precisa-saber-sobre-atividade-fisica/

7 coisas que você precisa saber sobre Diabetes

1• Se a glicose ficar muito alta por muito tempo ocorrerá mais possibilidade de problemas de curto e longo prazo. A hipoglicemia pode ser causadora de sintomas desagradáveis e com complicações que exigem atenção.

2• A insulina e a medicação oral podem ser utilizadas para tratar diabetes. A insulina é sempre utilizada para tratar pacientes com diabetes tipo 1, porém também pode ser aplicada em diabetes gestacional e diabetes do tipo 2, isto é, na situação que o pâncreas inicia a não produzir mais insulina na quantidade ideal.

A medicação oral é aplicada para tratar diabetes tipo 2, e a depender do princípio ativo, possui a função de reduzir a resistência à insulina ou de estímulo ao pâncreas a produzir mais de tal hormônio.

3• A prática da atividade física pode auxiliar no controle da glicemia e a perder gordura corporal, como também alivia o estresse. Vários casos de diabetes do tipo 2 podem ser evitados em situação de peso ideal, com hábitos saudáveis em relação à alimentação, e prática regular de exercício físico.

4• A contagem de carboidratos é considerada bastante benéfica para o indivíduo com diabetes. Os carboidratos apresentam o maior efeito direto em níveis de glicose, e tal instrumento possibilita mais variabilidade e flexibilidade em alimentação, em especial para a pessoa que utiliza insulina, já que a dose variará de acordo com a quantidade de carboidratos.

Essa condição termina com a rigidez no tratamento antigo, em que as doses de insulina se determinavam fixas, e alimentação devia também proceder assim. É fundamental dispor da orientação do nutricionista.

5• As tecnologias têm ajudado em tratar diabetes. Os aparelhos se caracterizam desde os glicosímetros, utilizados para medição da glicose no sangue, até as bombas de infusão de insulina, e sensores contínuos para monitorar a glicose.

6• Se o diabetes não passar por tratamento de modo adequado, podem aparecer complicações, sendo exemplo a nefropatia, neuropatia, retinopatia, infarto do miocárdio, pé diabético, acidente vascular cerebral. Se o paciente já apresentar diagnóstico de complicação crônica, existem tratamentos específicos para auxiliar a levar uma vida comum.

7• E ainda não existe cura para diabetes. Mas, estão sendo feitos estudos que futuramente, podem acarretar à cura. Em relação ao diabetes tipo 1, a terapia com células-tronco está sendo estudada nos pacientes de recém-diagnóstico.

Texto original: http://www.aterceiraidade.net/diabetes-em-idosos/

Alimentos e Prevenção do Diabetes

(Artigo compartilhado de diabetes.org.br)

Vivemos uma verdadeira epidemia de diabetes! Hoje no Brasil são mais de 12 milhões de pessoas convivendo com a doença. Segundo o Centers for Disease Control and Prevention dos Estados Unidos, 2 em cada 5 americanos vai desenvolver diabetes no decorrer de suas vidas. Como compartilhamos cada vez mais diversos aspectos culturais com aquela população, é esperado que tenhamos cada vez mais pessoas diabéticas aqui no Brasil também.

Entre as recomendações formais para a prevenção do diabetes estão a prática de uma alimentação saudável, controle do peso e atividades físicas regulares. Diversas pesquisas na área de Nutrição vem sendo realizadas e o consumo regular de alguns alimentos parece contribuir para a prevenção da doença. É claro que nenhum alimento é milagroso, mas a inclusão de alguns nutrientes e bioativos à rotina alimentar – sendo essa associada a um estilo de vida saudável – parece promover importantes benefícios. Vamos conhecê-los?

Mirtilos e uvas

Um estudo publicado na revista BMJ em 2013 compilou dados de 3 coortes totalizando mais de 187 mil pessoas que foram seguidas por até 24 anos. Neste estudo o consumo de 3 porções de mirtilo por semana reduziu o risco de diabetes em 26 por cento. Já o consumo de uvas reduziu o risco em 12 por cento. Outras frutas que também se mostraram protetoras foram maçãs e bananas. Detalhe: o efeito protetor vale apenas para o consumo das frutas inteiras. O consumo de suco teve efeito contrário! Isto é, aumentou o risco de diabetes.

Oleaginosas

Castanhas, nozes, amêndoas, macadâmias, avelãs e pistaches são ricos em gorduras insaturadas, proteínas de alto valor biológico, fibras, vitaminas e minerais (potássio, cálcio, magnésio e selênio), além de fitoquímicos (flavonoides, carotenoides e fitosteróis). Estes nutrientes têm efeitos protetores do coração, antioxidantes, anticancerígenos e anti-inflamatórios, explicando por que são capazes de reduzir mortalidade. O consumo regular de oleaginosas também tem efeitos metabólicos importantes como melhora do controle da glicemia (açúcar no sangue), redução do LDL (colesterol ruim) e triglicerídeos, aumento do HDL (colesterol bom), redução da pressão arterial e auxílio em manter o peso ideal, reduzindo o risco de obesidade. Além disso, quem consome oleaginosas acaba deixando de consumir carboidratos, o que é benéfico até mesmo para quem já convive com o diabetes.

Café

Apesar dos dados ainda não serem definitivos, diversos estudos associam o consumo do café preto a menor risco de diabetes. Um desses estudos calculou que aumentar o consumo em 1 xícara e meia por dia já é capaz de oferecer redução no risco de diabetes de 11 por cento em 4 anos.

Chocolate amargo

Chocolates com altas concentrações de cacau são ricos em polifenóis. Estas substâncias antioxidantes são responsáveis por benefícios como redução no risco de doenças cardiovasculares, além de ter efeitos metabólicos semelhantes aos das oleaginosas. No entanto, as versões ao leite e branco, por terem alto teor de açúcar e gordura adicionada, não são recomendadas e podem ser até deletérias.

Iogurte desnatado

Ao contrário do que alguns blogueiros propagam, derivados lácteos magros, especialmente o iogurte desnatado se associam a menor risco de diabetes. No estudo EPIC-Norfolk, o consumo de iogurte desnatado nos lanches reduziu o risco de diabetes em 47 por cento. Outros estudos mostram que derivados lácteos desnatados fermentados, como o iogurte desnatado, melhoram a função da insulina, explicando o mecanismo de prevenção do diabetes.

Azeite de oliva

Um dos poucos alimentos rigorosamente avaliados dentro de pesquisa de alta qualidade metodológica, no estudo PREDIMED, o consumo regular de 50 mL por dia de azeite de oliva se mostrou efetivo não só na redução no risco de diabetes como na redução de doenças cardiovasculares (risco cerca de 30 por cento menor para ambos os desfechos).

Dicas interessantes, não? Contudo, vale lembrar que mudanças nos hábitos alimentares devem sempre ser realizadas sob supervisão de profissional qualificado, seja médico ou nutricionista, após apropriada avaliação clínica.

Artigo original: http://www.diabetes.org.br/publico/colunistas/122-dr-mateus-dornelles-severo/1268-alimentos-com-potencial-de-prevenir-o-diabetes-mellitus-baseado-em-evidencias

Dia Mundial do Diabetes

O Dia Mundial do Diabetes foi criado em 1991 pela IDF em conjunto com a OMS (Organização Mundial da Saúde), em resposta às preocupações sobre os crescentes números de diagnósticos no mundo.

A data tornou-se oficial pela ONU (Organização das Nações Unidas) a partir de 2007, com a aprovação da Resolução das Nações Unidas 61/225. O dia 14 de novembro foi escolhido por marcar o aniversário de Frederick Banting que, junto com Charles Best, concebeu a ideia que levou à descoberta da insulina em 1921.

Para esse ano, o tema escolhido para a campanha foi “Mulheres e Diabetes: nosso direito a um futuro saudável”

Dentre os objetivos da campanha mundial estão:

  • Incentivar os governos a implementar e fortalecer políticas para a prevenção e controle do diabetes e suas complicações.
  • Disseminar ferramentas para apoiar as iniciativas nacionais e locais para a prevenção e controle do diabetes e suas complicações.
  • Destacar a importância da educação baseada em evidências na prevenção e controle do diabetes e suas complicações.
  • Aumentar a conscientização dos sinais de alerta do diabetes e promover ações para incentivar o diagnóstico precoce.
  • Promover ações para reduzir os principais fatores de risco para o diabetes.
  • Promover ações para prevenir ou retardar as complicações do diabetes. No Brasil, a Campanha do Dia Mundial do Diabetes é organizada pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), sendo liderada pelo Dr. Márcio Krakauer.

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Acompanhe a Campanha desse ano no site oficial da matéria: www.diamundialdodiabetes.org.br

Lá você pode acompanhar os eventos que acontecerão em sua cidade e em todo o Brasil.

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Link original: http://www.diabetes.org.br/publico/dia-mundial-do-diabetes-2017