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Hipoglicemia

A hipoglicemia é caracterizada por um nível muito baixo de glicose no sangue. A maneira de ter certeza se suas taxas de glicose estão muito baixas é checá-las com o aparelho (glicosímetro). Geralmente começamos a nos preocupar quando os níveis estão abaixo de 70 mg/dl.

A hipoglicemia é chamada de grave quando precisamos recorrer a ajuda de terceiros visto que nessas situações pode ocorrer a perda de consciência, ou a crises convulsivas.

As causas de hipoglicemia podem ser muitas, dentre elas: pular refeições; comer menos do que o necessário; exagerar na medicação, acreditando que ela vai trazer um controle melhor da doença.

• Fraqueza, taquicardia (coração batendo mais rápido que o normal), suor frio, confusão mental , tonturas, sensação de fome, sonolência
O tratamento imediato é feito com os seguintes passos:
• Consuma de 15 a 20 gramas de carboidratos, preferencialmente carboidratos simples, como açúcar (Exemplos:uma colher de sopa, dissolvida em água), uma colher de sopa de mel ( mas lembre-se de que mel não é permitido para crianças menores de um ano), refrigerante comum, não diet (um copo de 200 mL), 1 copo de suco de laranja integral, entre outros.
• Verifique a sua glicose depois de 15 minutos;
• Se continuar baixa, repita;
• Assim que a taxa voltar ao normal, faça um pequeno lanche, caso sua próxima refeição estiver planejada para dali a uma ou duas horas.

A melhor solução é a prevenção! Fazer um bom gerenciamento do diabetes e aprender a identificar os sinais da hipoglicemia assim que eles aparecem. Monitorar sempre a glicemia e acostumar-se a conviver com um bom controle glicêmico.

Não desanime! Manter os níveis de glicose dentro da meta pode ser desafiador e um pouco frustrante quando os resultados não são alcançados. O automonitoramento pode ajudar a fazer pequenos ajustes que vão tornar esse processo, aos poucos, mais fácil.

Avanços no Diabetes Mellitus Tipo 1

Para as pessoas que convivem diariamente com o diabetes mellitus tipo 1 (DM1), doença auto-imune que destrói as células pancreáticas que produzem insulina, cada dia traz um desafio diferente para achar o equilíbrio entre a quantidade correta e necessária de insulina para evitar aumento importante da glicemia sem correr o risco de ter uma grave hipoglicemia (baixa do açúcar com consequente sintomas de tonturas, suor, palpitações, etc.).

Um recente estudo pode ser um passo importante na tentativa de frear a progressão da doença e, possivelmente, até uma espécie de prevenção do aparecimento do DM1. Trata-se do uso  endovenoso do medicamento Teplizumab. Tal medicamento foi usado por 2 semanas em familiares de pacientes diabéticos, os quais possuem um risco de desenvolver diabetes  muito maior e que também tinham auto-anticorpos presentes no sangue além de testes anormais de glicose, ou seja, eram pessoas com um risco muito alto de desenvolver diabetes.

No final do estudo, 57% dos pacientes que receberam o medicamento ainda não haviam desenvolvido diabetes contra apenas 28% do grupo placebo. Ainda não se sabe se tais pacientes poderão desenvolver diabetes no futuro, mas tal estudo conseguiu demonstrar um atraso de 2 anos no desenvolvimento do diabetes nos pacientes selecionados e, quando se fala em uma doença crônica, esse tempo pode significar muito.

Fonte: Jennifer Abbasi. Medical News & Perspective. JAMA 2019.

Diabetes tipo 2 em adolescentes

O Diabetes tipo 2, ligado à obesidade e a má alimentação, por muito tempo se configurou como uma doença associada a adultos. Porém, novos casos passam a ganhar destaque nas pesquisas em virtude do aumento dos índices entre os adolescentes.

De acordo com o ADA – American Diabetes Association, organização sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos (que tem como objetivo educar o público sobre o diabetes e ajudar as pessoas afetadas por ele) o diabetes tipo 2 em adolescentes pode causar complicações alarmantes, principalmente no coração, rins, olhos, nervos e na gestação.

O artigo Diabetes tipo 2 em adolescentes publicado no Medscape  cita a pesquisa Longitudinal Outcomes in Youth With Type 2, que foi realizada com jovens diagnosticados com diabetes tipo 2 já no início da adolescência, que acabaram apresentando taxas preocupantes de complicações associadas ao diabetes até cerca dos 25 anos de idade, justo num período em que os jovens deveriam estar no ápice de sua produtividade.

Fizeram parte do estudo mais de 500 adolescentes , sendo que 5 deles morreram, por motivos relacionados ao diabetes, num período de 7,5 anos após o diagnóstico da doença.
As cinco mortes foram por infarto agudo do miocárdio (IAM), insuficiência renal, sepse, parada cardíaca pós-operatória e uma overdose.

Dr. Philip S. Zeitler, Ph.D., médico, professor de endocrinologia pediátrica, University of Colorado School of Medicine, afirma que:

“Os fatores de risco cardiovascular são altamente prevalentes nesta população, os danos a órgãos-alvo são evidentes, e eventos cardiovasculares importantes estão ocorrendo em taxas inesperadas para a idade (em torno de 20 anos)”. Com relação ao sexo feminino, foram constatadas muitas complicações em gestações, além de morbidade neonatal. Os números são considerados elevados quando comparados a mesma faixa etária da população geral.

Jovens que manifestaram diabetes tipo 2, apresentam desenvolvimento de complicações e perda de controle glicêmico num curso muito rápido de tempo e isso reforça a necessidade de intervenção médica, sobretudo com administração de medicamentos.

A necessidade de tratamentos mais ágeis evidencia a tendência de um Diabetes mais agressivo e, ao mesmo tempo, a relação com doença cardiovascular. Dr. Philip enfatiza a importância de “não hesitar em um tratamento mais agressivo […] É um fato bastante alarmante para a saúde desses pacientes nos próximos 10 ou 15 anos”, disse ele, “porque não temos um bom tratamento para isso, e não temos muita certeza sobre o que fazer”.

 

Gestação e diabetes

Abortos espontâneos, bebês natimortos e prematuros fazem parte dos desfechos maternos entre as jovens com diabetes tipo 2. Muitas meninas necessitaram ser hospitalizadas em virtude de pré-eclâmpsia e hipertensão gestacional.

15,9% dos bebês apresentaram peso muito baixo e, 18,9% tinham macrossomia (peso igual ou superior a 4.000 g independente da idade gestacional).

Além disso, também apareceram casos de hipoglicemia neonatal, desconforto respiratório e anomalia cardíaca.

Os especialistas que acompanharam a pesquisa realizada reconhecem que o tratamento de pacientes com diabetes tipo 2 de início na juventude, é diferente. Os casos de Diabetes tipo 2 em jovens podem ser associados ao aumento da industrialização, desenvolvimento socioeconômico e estilo de vida, em que o sedentarismo crescente e as mudança nos hábitos alimentares compõem o cenário.

É fundamental o acompanhamento da família no tratamento e também na criação e manutenção de bons hábitos para a saúde, com atividades físicas e, sobretudo, com uma alimentação saudável.

É imprescindível que o paciente compareça às consultas médicas regularmente, nas quais receberá orientações sobre o Diabetes e seu tratamento. Só um especialista saberá indicar de forma correta a melhor maneira de lidar com todas as adversidades da doença e os melhores caminhos a serem seguidos.

Amamentação e diabetes: entenda benefícios para mães e bebês

Amamentação e Controle glicêmico para as mães diabéticas

A Semana Mundial do Aleitamento Materno acontece este ano, de 1º de agosto a 7 de agosto, e traz como tema central “Capacite os pais e permita a amamentação, agora e no futuro!”. Instituída em mais de 120 países, que se unem para reforçar a importância da lactação, a data também é uma excelente oportunidade para relembrar a importância do aleitamento materno contra as diabetes.

Nesse período, para as mães com diabetes, a amamentação pode representar um melhor controle glicêmico, ainda mais se possuírem diabetes tipo 2. Já para as mulheres diabéticas tipo 1, o monitoramento da glicemia deve acontecer antes e depois de amamentar. Isso é importante porque durante a lactação, ocorre uma intensa queima de calorias, e episódios de hipoglicemia podem acontecer.

Estudo aponta que amamentar reduz pela metade o risco de as mães desenvolverem diabetes

De acordo com a OMS – Organização Mundial da Saúde, é recomendado que o aleitamento materno aconteça até os 02 anos da criança. Muitos são os estudos que comprovam que há grandes benefícios, tanto para as mães quanto para os bebês.

Em uma pesquisa publicada na revista médica JAMA Internal Medicine, revelou que o ato da amamentação pode diminuir o risco das mães de desenvolverem diabetes do tipo 2.

O trabalho acompanhou um grupo de 1.238 mulheres por mais de três décadas e concluiu que diabetes tipo 2 foram bem menos frequentes nas lactantes. Dessa forma, os cientistas descobriram que o fator protetivo do aleitamento é inegável.

Isso porque, durante a realização da pesquisa, as mães que amamentaram por seis meses ou mais, contaram com uma redução de 48% no risco do diabetes tipo 2 surgir. Já no caso das mães que ofereceram o peito por um tempo menor do que este, houve uma incidência de 25% menor em comparação àquelas mulheres que nunca amamentaram.

O que acontece com o organismo da mulher durante a amamentação

O organismo feminino, para produzir o leite, diariamente, retira da corrente sanguínea aproximadamente 50 gramas de açúcar. Junto a esse processo, há um grande esforço do próprio organismo para gastar cerca de 300 calorias/dia para conseguir dar conta da demanda que a amamentação exige.

Como o diabetes do tipo 2 conta com a obesidade sendo um dos fatores de risco, o fato de perder tecido adiposo, ou seja, gordura, também ajuda a amenizar o perigo.

Além disso, a mulher, ao dar de mamar, conta com excesso de prolactina circulando em todo o seu organismo. Esse hormônio é responsável por estimular a produção do leite, e há estudos que acreditam que ele preserve a massa das células beta-pancreáticas, aquelas responsáveis em sintetizar e eliminar o hormônio da insulina.

Importância da amamentação para as mulheres

A importância do aleitamento materno para a saúde do bebê é mais divulgado e difundida, porém poucos têm clareza dos benefícios que traz para a mãe.

Entre os benefícios destacam-se:

– ajuda a mulher a perder peso após o parto;

– auxilia no retorno do útero ao tamanho normal após o parto;

– reduz o risco da mãe apresentar hemorragias e anemias após o parto;

– reduz riscos da mulher desenvolver câncer de mama, ovários e diabetes;

– aumenta a relação afetiva com o bebê.

Benefícios para o bebê

Além dos benefícios para a mãe, o aleitamento materno também traz uma série de benefícios para o bebê, principalmente contra o desenvolvimento de diabetes.

Inclusive existem estudos que apontam a relação do aleitamento materno com a diminuição das chances de a criança desenvolver diabetes tipo 2 na fase adulta.

Isso porque o leite materno contém todos os nutrientes e anticorpos essenciais até o 6º mês de vida.

Entre os benefícios da amamentação para as crianças destaca-se:

– menos chance das crianças se tornarem obesas ou com sobrepeso no futuro;

– melhora o desenvolvimento cognitivo da criança;

– protege contra diarreia;

– prevenção de alergias;

– prevenção de anemias;

– prevenção de infecções respiratórias;

– diminui riscos de desenvolver pressão alta, colesterol alto e diabetes tipo 2.

Leite materno deve ser única fonte de alimentação, pelo menos até os seis meses

A própria OMS recomenda que as crianças recebem apenas leite materno nos seus primeiros seis meses de vida. Isso significa que outros alimentos como suco, chá, e nem mesmo água, devem ser oferecidos aos bebês.

O motivo se deve ao fato de que o leite materno é um alimento extremamente completo, que já traz a quantidade de nutrientes que são necessários para a sobrevivência da criança nessa fase da sua vida.

Outro fator que é importante salientar é que o ato de introduzir outros alimentos na alimentação do bebê, antes dos seis primeiros meses, irá se relacionar com uma série de prejuízos à sua saúde. É possível que a criança desenvolva doenças respiratórias, desnutrição, diarreia, e, por muitas vezes, não receba a quantidade de nutrientes necessários para o seu desenvolvimento saudável.

Cuidados importantes para se ter durante a amamentação

Durante o período que a mãe está amamentando, o ideal é que mantenha uma alimentação equilibrada e saudável. Para isso deve incluir em sua dieta frutas, verduras e legumes. E evitar o excesso de sal. Vale lembrar também que é importante beber muita água.

Em relação às medicações, é de extrema importância consultar um médico antes de consumir qualquer remédio, para não correr o risco de prejudicar o bebê.

Mesmo retornando ao trabalho, é possível continuar amamentando. Uma boa alternativa é ordenhar o leite, retirando manualmente ou por meio de uma bombinha de sucção.

Continue acompanhando as nossas dicas de saúde!

Entenda agora: Diabetes e suas complicações

Doença que afeta o metabolismo atinge mais de 11 milhões de brasileiros e causa uma morte a cada dez segundos em todo o mundo

complicações do diabetes

Certamente você ou já ouviu falar de alguém, é portador ou conhece alguém que tenha diabetes. Esta conhecida doença, e por vezes, até vista como comum entre as pessoas, na verdade necessita de uma atenção especial ao seu tratamento, pois se não controlada, pode causar até mesmo a morte.

O Diabetes é uma doença crônica, multifatorial e não transmissível. Ocorre quando o órgão pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o corpo humano não consegue mais utilizar de maneira eficaz a insulina que produz.

A insulina é o hormônio que regula a glicose no sangue e é fundamental para manutenção do bem-estar do organismo, que precisa da energia dela para funcionar. Trata-se do medicamento mais eficaz para o controle da glicose no sangue.

A falta deste hormônio ou um defeito na sua ação resulta poderá resultar em complicações mais severas, como o acúmulo de glicose no sangue, o que chamamos de hiperglicemia. Já as altas taxas de glicose podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte.

 

Sinais da doença e como prevenir o Diabetes

sinais-do-diabetes

É preciso estar sempre atento a saúde, manifestações do corpo ou quaisquer sintomas que posam se manifestar, de modo que se possa diagnosticar doenças ou preveni-las. No caso do diabetes, os sinais mais comuns são a sede excessiva, a perda de peso, a fome exagerada, a vontade de urinar muitas vezes, a difícil cicatrização de feridas, a visão embaçada, o cansaço e infecções frequentes.

O diagnóstico laboratorial confirma ou exclui a doença e ele pode ser feito de três formas, sendo que em caso positivo, deve ser realizado novo exame para confirmar em outra ocasião. São considerados positivos os que apresentarem os seguintes resultados:

1) glicemia de jejum > 126 mg/dl (jejum de 8 horas)

2) glicemia casual (colhida em qualquer horário do dia, independente da última refeição realizada (> 200 mg/dl em paciente com sintomas característicos de diabetes.

3) glicemia > 200 mg/dl duas horas após sobrecarga oral de 75 gramas de glicose.

Alguns dos fatores de risco são a obesidade, o sedentarismo e o histórico familiar com casos da doença.

Como providências destaca-se mudanças no estilo de vida, especialmente com a inclusão de exercícios, cuidados com a alimentação e dieta, e até conciliar o uso de remédios, se for o caso. Essa prática de exercícios físicos e a alimentação equilibrada ajudam a evitar a diabetes tipo 2, que não tem cura.

Quando a diabetes não é tratada, aumenta o risco de o paciente ter um ataque cardíaco, ficar cego ou sofrer amputação de uma perna.


Os tipos de Diabetes

tipos-de-diabetes

Condições diversas podem levar ao diabetes, porém a grande maioria dos casos está dividida em dois grupos: Diabetes Tipo 1 e Tipo 2. A diferença entre os grupos está no motivo que desregula a glicose.

No Diabetes tipo 1, há uma falha na produção de insulina, o hormônio que coloca o açúcar para dentro das células. Já no tipo 2, responsável por até 90% dos casos da doença, primeiro o organismo não consegue lidar muito bem com a insulina produzida, um problema chamado resistência à insulina. Para compensar o açúcar sobrando, o pâncreas aumenta a secreção do hormônio, só que com o tempo esse trabalho dobrado não só prejudica o órgão, mas deixa de fazer efeito.

Além dos dois tipos, há ainda o diabetes gestacional, que se estabelecido, costuma ocorrer depois da 20ª semana de gravidez, podendo desaparecer ou não, após o término da gestação.

Complicações e riscos a vida

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) as complicações da diabetes são divididas em dois grupos, micro e macrovasculares.

As complicações microvasculares são àquelas que causam danos aos pequenos vasos sanguíneos, como as que acometem os olhos, rins e nervos. Já as macrovasculares incluem as doenças cardíacas e o fluxo insuficiente de sangue para as extremidades do corpo, principalmente pernas.

A doença cardiovascular é a principal causa de morte entre diabéticos. Para se compreender melhor, é preciso saber que os pacientes têm até quatro vezes mais chance de ter um enfarte quando comparados com quem não tem diabete. Ainda que os pacientes possam ser afetados pela perda de visão, problemas renais e amputação de membros, poucos se atentam à relação da doença com o desenvolvimento de problemas cardiovasculares, como enfarte e acidente vascular cerebral (AVC).

Consulte o médico especialista

No caso de ser portador da Diabetes é importante o acompanhamento com médico especialista. Somente este profissional saberá indicar de forma correta:

• a orientação nutricional adequada;
• como evitar complicações;
• como usar insulina ou outros medicamentos;
• como usar os aparelhos que medem a glicose (glicosímetros) e as canetas de insulina;
• fornecer orientações sobre atividade física;
• fornecer orientações de como proceder em situações de hipo e de hiperglicemia.

Páscoa, Chocolate e o Diabetes

Com a Páscoa se aproximando não tem como não lembrar dos ovos de chocolate.

O Brasil é o segundo no ranking mundial dos produtores de ovos de chocolate, perdendo apenas para a Inglaterra.

O cacau chegou ao Brasil pelo estado do Pará, em 1746, trazido pelo francês Louis Frederic Warneaux.Na metade do século 19, o Brasil já era o maior exportador de cacau do mundo, chegando a mandar para o exterior, em 1880, mais de 70 mil toneladas. Com a produção do cacau em alta, começaram a surgir, no fim do século 19 e início do século 20 as indústrias de chocolate no país.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (ABICAB), anualmente, cada brasileiro come, em média, 2,5 kg de chocolate.

O cacau, substância da qual se produz o chocolate é naturalmente amargo, sendo por isso, confeccionado adicionando-lhe açúcar e outros ingredientes tal como leite e frutos secos. A composição precisa do chocolate varia em todo o mundo devido à diferença de gostos e legislação, que se preocupa com as porcentagens de cacau e sólidos do leite adicionais, quantidade e tipos de gorduras vegetais permitidas.

De acordo com a definição publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), chocolate é o produto preparado com cacau obtido por processo tecnológico adequado e açúcar, podendo conter outras substâncias alimentícias aprovadas.

É um alimento de amplo consumo mundial conhecido por seu alto valor energético e, por isso é frequentemente banido do consumo dietético regular de algumas pessoas. Mas, além das calorias o chocolate fornece minerais como potássio, cloro, fósforo, cálcio, sódio, magnésio, ferro,cobre e zinco, além de vitaminas(A,B1,B2,B3,E),e é rico em antioxidantes e flavonóides,substâncias benéficas à saúde. O consumo de cerca de 30g diárias de chocolate amargo, por exemplo, como parte de uma alimentação saudável, pode trazer benefícios ao organismo.

O segredo é escolher as melhores opções disponíveis no mercado e adequá-lo em um plano alimentar equilibrado. Isto vale também para as pessoas com diabetes, que podem incluir o chocolate na sua rotina, incluindo as versões não diets.

TIPOS DE CHOCOLATE

Chocolate Amargo

Contém entre 51 e 75% de cacau, é o mais rico em antioxidantes porque tem mais massa de cacau e menos manteiga de cacau. Como o próprio nome diz, é amargo ao paladar, pois possui reduzido teor de açúcar.

Chocolate meio amargo

Contém entre 35 e 50% cacau, tem uma composição bem diversificada, conforme a marca do chocolate, o sabor amargo é suavizado pela presença do açúcar. No entanto, é uma opção muito boa para aqueles que não apreciam o sabor forte do amargo.

Chocolate ao leite

Contém de 10 a 25% de cacau, inclui cacau sólido, manteiga de cacau, mais de 12% de leite e açúcar. A massa de cacau é substituída em parte por leite em pó, resultando em um gosto mais adocicado.

Chocolate branco

Possui como componentes principais: leite, manteiga de cacau e açúcar. E, muitas vezes, a manteiga de cacau é quase totalmente substituída por gordura vegetal hidrogenada (a de pior qualidade biológica). Sendo assim,deve ser consumido com bastante moderação.

Chocolate Diet

Não contém adição de sacarose em sua composição. Porém, esse tipo de chocolate continua apresentando um açúcar naturalmente encontrado no cacau (frutose) e normalmente apresenta uma quantidade elevada de gordura (adicionada pela indústria para melhora do sabor).

REFERÊNCIAS

  • M. Richter, S. C. S. Lannes. Ingredientes usados na indústria de chocolates. Brazilian Journal of Pharmaceutical Sciences. vol. 43, n. 3, jul./set., 2007
  • Resolução CNNPA n°12, de 1978, disponível em http://www.anvisa.gov.br
  • Site da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados – http://www.abicab.org.br/

Artigo original em: http://www.diabetes.org.br/publico/pascoa-e-diabetes/1622-pascoa-chocolate-e-diabetes

Por Dra. Marlice Marques: 

  • Nutricionista Clinica
  • Mestre em Ciências da Saúde-UFG
  • Educadora em Diabetes ADJ/SBD/IDF
  • Membro do Departamento de Nutrição SBD Biênio 2018/19

Dia Internacional da Mulher – A mulher com diabetes

Lenita Zajdenverg, em nome de Departamento de Saúde da Mulher, Diabetes e Gestação

No Brasil, o diagnóstico de Diabetes é significativamente mais frequente no sexo feminino.

O ultimo censo brasileiro, feito através de inquérito telefônico em 2016 (VIGITEL), revelou que houve um incremento de 61.8% do número de pessoas com diabetes nos últimos 10 anos No mundo, existem mais de 199 milhões de mulheres que vivem com a doença. Há estimativa que este total aumente para 313 milhões até 2040. O diabetes é o causador direto de 2,1 milhões de mortes por ano na população feminina mundial.

Portanto, é prioritário direcionar cuidados de saúde especificamente para a mulher com diabetes.

Em 2017, a Federação Internacional de Diabetes (IDF), reconhecendo a alta prevalência de diabetes na população feminina, estabeleceu o foco da sua campanha mundial com o lema: Mulheres e diabetes – nosso direito a um futuro saudável: Agir hoje para modificar o amanhã.

Segundo a IDF, é necessário implementar medidas para garantir e melhorar a qualidade de vida e saúde da mulher com diabetes e recomenda que:

  • Os sistemas de saúde devem prestar atenção adequada às necessidades e prioridades específicas das mulheres com Diabetes.
  • Todas as mulheres com Diabetes; devem ter acesso aos medicamentos e tecnologias essenciais para seu tratamento, educação para o autocuidado e informações sobre como alcançar resultados positivos com seu tratamento.
  • Todas as mulheres com Diabetes;devem ter acesso a serviços de planejamento pré-concepção para reduzir os riscos durante a gravidez.
  • Todas as mulheres e meninas com Diabetes; devem ter acesso a realização de atividades físicas para melhorar seus resultados de saúde.

PARTICULARIDADES DA MULHER COM DIABETES

Além da maior prevalência de Diabetes; na população feminina brasileira, existem diversas particularidades que diferenciam a evolução e os riscos do diagnóstico de Diabetes; na mulher, em comparação com a população masculina.

Mulheres com doença cardiovascular têm menor sobrevida e pior qualidade de vida que os homens. Mulheres correm maior risco de cegueira, devido ao Diabetes; do que homens. Alguns estudos mostram que a doença renal diabética afeta as mulheres mais fortemente do que os homens. Há, também dados, que apontam maior frequência de neuropatia periférica dolorosa entre as mulheres com Diabetes.

DIABETES E GRAVIDEZ

Duas em cada cinco mulheres com Diabetes; estão em idade reprodutiva, respondendo por mais de 60 milhões de mulheres em todo o mundo.

Na gravidez, pode surgir quadro de alteração da glicose mesmo em mulheres que não tinham Diabetes anteriormente e assim, deve ser investigado o diagnóstico de Diabetes Gestacional (DMG). Estima-se que um em cada sete nascimentos no mundo é afetado pelo DMG. A IDF estima que 20,9 milhões, ou 16,2% das mulheres que deram à luz em 2015, apresentaram alguma forma de hiperglicemia na gravidez. A grande maioria dos casos de hiperglicemia na gravidez ocorreu em países de baixa e média renda, onde o acesso a cuidados maternos é freqüentemente limitado. A hiperglicemia pode resultar em diversas complicações durante a gravidez e o parto, que podem ser evitadas com tratamento adequado. O DMG pode acometer qualquer gestante e não apresenta sintomas na maioria das vezes. Por isso, é importante, que toda mulher, ao engravidar, tenha acesso aos cuidados pré-natais adequados e que realize rastreamento de DMG a partir da segunda metade da gravidez.

Aproximadamente metade das mulheres com história de DMG continua a desenvolver Diabetes tipo 2 (DM2) dentro de cinco a dez anos após o parto. Mudanças de hábitos alimentares e a prática de atividade física regularmente são capazes de evitar o desenvolvimento de diabetes permanente.

A gravidez em mulheres com diagnóstico prévio de Diabetes pode se associar a diversas complicações tanto maternas como fetais. Estas complicações estão diretamente ligadas ao controle glicêmico materno ainda fases muito precoces da gestação. Portanto, é muito importante que a mulher com Diabetes planeje a gravidez atingindo bom controle da glicemia e tenha acesso ao planejamento familiar. Mas, infelizmente, no mundo inteiro, a maioria das mulheres com Diabetes iniciam sua gravidez sem nenhum preparo pré concepcional.

DIABETES E CONTRACEPÇÃO

A orientação quanto aos métodos contraceptivos é muito importante, tanto para evitar uma gravidez não planejada, como para prevenção de complicações graves para a mãe e seu bebê.

Diversos métodos contraceptivos estão disponíveis atualmente e a escolha deve ser feita baseada na conveniência e adaptação da mulher e/ou do casal. Nenhum método é contraindicado apenas pelo Diabetes preexistente. Os contraceptivos orais nas formulações atuais também não são contra indicados para a maioria das mulheres com Diabetes, e recomenda-se serem evitados apenas por aquelas em que o médico avalia terem maior risco de complicações, como o tromboembolismo.

ALERTAS: FATORES SOCIOECONOMICOS

  • Não apenas fatores biológicos, mas aspectos comportamentais, culturais e sociais interagem e afetam a saúde das mulheres, particularmente aquelas com diabetes ou outras doenças crônicas;
  • Independente do nível socioeconômico, mulheres tem em média menor renda que os homens;
  • O estilo de vida moderno, com maior inserção feminina no mercado de trabalho e o ainda grande comprometimento com atividades domésticas e cuidados com os filhos, dificultam a adesão a um comportamento de vida mais saudável e o acesso ao tratamento adequado;
  • Mulheres têm participação importante não apenas em cuidar de sua própria saúde, mas atuam diretamente na saúde de toda a sua família. Pesquisas mostram que, quando as mães recebem melhores salários ou têm maior controle sobre os recursos familiares, priorizam a alimentação das suas famílias, especialmente a nutrição infantil e a educação.

Artigo original: http://www.diabetes.org.br/publico/ultimas/1615-dia-internacional-da-mulher-a-mulher-com-diabetes